Wakka Wakka (Noruega-Estados Unidos)
DEAD AS A DODO
SÃO LUIZ TEATRO MUNICIPAL - Sala Luis Miguel Cintra
7, 8 e 9 de maio às 20h (qui, sex, sáb)
Espetáculo de Abertura do FIMFA Lx26 - Estreia Nacional
⇨ COMPRAR BILHETES Bilhetes: 12€ a 15€ (com descontos) Abrangido pelo Passe Cultura - disponível apenas na bilheteira do Teatro +info
Técnica: Manipulação à vista, marionetas de tamanho humano e gigantes Idioma: Inglês, com legendagem em português Público-alvo: +8 (A classificar pela CCE) Duração: 75 min.
A 26.ª edição do FIMFA abre com um espetáculo mágico e fascinante, que mistura marionetas fantásticas, de tamanho humano e gigantes, humor negro e efeitos visuais surpreendentemente inovadores. Dead as a Dodo é uma odisseia musical hipnotizante sobre a sobrevivência, a transformação e o poder da amizade. A companhia norueguesa e nova-iorquina Wakka Wakka,multipremiada pelo seu teatro visual singular, mergulha o público num universo assombroso e cheio de humor.
Dead as a Dodo leva-nos de uma forma arrebatadora às profundezas do reino dos mortos, onde dois amigos esqueletos, um dodó e um rapaz, procuram ossos para substituir os seus, que se estão a deteriorar, antes que desapareçam para sempre. O que não agrada ao Rei dos Ossos e à sua filha egoísta, que querem guardar todos os fémures para si. Um dia, algo estranho acontece: começam a aparecer milagrosamente penas no corpo do dodó. Este acontecimento leva-os a uma viagem para devolver o dodó ao mundo dos vivos. Inicia-se uma vaga de transformação que abala a ordem estabelecida. Os dois amigos têm de lutar para permanecerem juntos, enquanto são arrastados para o centro de uma batalha épica entre a vida e a morte.
Com momentos que evocam O Estranho Mundo de Jack de Tim Burton ou a curta-metragem The Skeleton Dance, Dead as a Dodo tece a sua magia para nos levar para o imaginário de projeções cintilantes e marionetas únicas dos Wakka Wakka.
"Estas pessoas podem ser génios." - The New York Times
“Aventuras por universos fantásticos com um dodó e muito mais (...).
Dead as a Dodo é uma história contada de forma deslumbrante, escreve a nossa crítica (...).
De um ponto de vista formal, é uma das criações teatrais mais incessantemente inventivas que vi no último ano.
O espetáculo é tão poeticamente mórbido como o filme O Estranho Mundo de Jack. Mergulha o público num universo fantástico - chegando, a certa altura, a mergulhar sob o impetuoso rio Estige - graças a um trabalho extraordinariamente inventivo com marionetas, projeções, luz e música original.
O inferno em que nos encontramos pode ter sido criado por nós: Dead as a Dodo conclui a trilogia de consciência ecológica da companhia Wakka Wakka, após Animal R.I.O.T. e The Immortal Jellyfish Girl, e reflete sobre a evolução dos mundos natural e humano. A narrativa mais ampla centra-se aqui em novos começos, e é contada de forma deslumbrante.” - Elisabeth Vincentelli, The New York Times
Será revelador que a produção mais doce e arrebatadora de que me lembro de 2025 tenha acontecido logo no início de janeiro? Dead as a Dodo, um virtuoso espetáculo de marionetas da companhia Wakka Wakka, sobre um rapaz-esqueleto dançarino e a sua amiga, uma ave extinta, nasceu claramente de um luto ambiental — e, no entanto, continuo a pensar nesse espetáculo (...) como o meu último contacto com um certo tipo de prazer?” - The New Yorker, The Best Theatre of 2025
"Fomos brindados com a fantasia exuberante de Dead as a Dodo, um musical de marionetas existencialista sobre um rapaz e um dodó que vagueiam pelo submundo à procura de ossos (...). O musical equilibrou o peso do seu núcleo comovente com o deslumbrante prodígio visual cintilante da narrativa coletiva do elenco. O compositor Thor Gunnar Thorvaldsson criou um pequeno e belíssimo conjunto de canções que superou grande parte das bandas sonoras da Broadway deste ano, mas até a música ficou em segundo plano face ao impressionante universo de projeções e marionetas." - Slant Magazine, The Best Theater of 202
"Espetacular (...). Wakka Wakka, sediada em Nova Iorque e Oslo, tem vindo a maravilhar o público há anos com histórias inovadoras e marionetas de cortar a respiração. Dead as a Dodo vai deixar-vos boquiabertos (…). Uma cena impressionante sucede-se a outra, e o tempo passa a voar." - Pete Hempstead, Theatermania
"Marionetas miraculosas e fantasia macabra.
Enquanto objeto artístico, Dead as a Dodo (...) é pura magia. As suas marionetas, concebidas por Waage, provocam admiração a cada instante e revelam novas criaturas e surpresas em cada cena: um rapaz esqueleto solitário a dançar com um dodó igualmente esquelético; um mamute quase em tamanho real a erguer-se do chão; um peixe gigante que se revela em cores fluorescentes quando mergulhamos debaixo de água (...).
O que, mais uma vez, é enormemente cativante de ver, ouvir e admirar (...).” - Loren Noveck, Exeunt - NYC
BIO
A Wakka Wakka é uma companhia de teatro internacional, galardoada com múltiplos prémios, sediada em Nova Iorque e em Oslo. Apresenta-se pela primeira vez em Portugal.
Gwendolyn Warnock e Kirjan Waage fundaram a Wakka Wakka em 2001, após se terem conhecido na École Internationale de Théâtre Jacques Lecoq, em Paris. Sob a sua direção artística, a companhia alcançou um grande sucesso internacional e aclamação da crítica, para além de inúmeros prémios e UNIMA Citations of Excellence.
A Wakka Wakka tem criado espetáculos originais, realizado extensas digressões pelos Estados Unidos e por todo o mundo. Atualmente, a companhia especializa-se num teatro de marionetas arrojado, singular e imprevisível, que integra a manipulação de objetos, máscaras e música original. O seu trabalho procura expor as contradições da existência humana através de um humor mordaz, absurdo e de um profundo sentido do ridículo.
Cinco dos seus espetáculos foram distinguidos e escolhidos como Critic’s Pick do The New York Times, incluindo The Immortal Jellyfish Girl, MADE IN CHINA, Baby Universe, Fabrik e The Death of Little Ibsen. Em 2013, a companhia foi galardoada com um Drama Desk Award for Sophisticated Puppetry e, em 2011, recebeu um Obie Award. Adicionalmente, a Wakka Wakka foi nomeada para quatro Drama Desk Awards, um Helen Hayes Award e um Hawes Design Award.
A companhia colabora com artistas de todo o mundo, incluindo a China, França, Grécia e Islândia, e trabalha como criadora visual e consultora artística com diversos teatros e companhias.
Em janeiro de 2024, a Wakka Wakka estreou Dead as a Dodo no Chicago International Puppet Theater Festival e voltou a apresenta-lo neste festival em 2025, a pedido do público. Esta obra é a terceira e última parte da trilogia ANIMALIA, que se iniciou com Animal R.I.O.T. (2019) e prosseguiu com The Immortal Jellyfish Girl (2022/2024).
Gwendolyn Warnock formou-se na Northwestern University e na École Internationale de Théâtre Jacques Lecoq. Recebeu os prémios Creative Capital e Map Fund e foi nomeada para um Drama Desk Award for Best Director of a Play. Dedica-se à criação de obras originais que abordam temas contemporâneos através de um olhar crítico. Foi artista residente em instituições como Princeton University, Dartmouth University, Eugene O'Neil Theater Center, Robert Wilson's Watermill Center, Nordland Visual Theatre e Nord University (Noruega). Tem dirigido inúmeros workshops em instituições culturais e universidades, nos Estados Unidos e internacionalmente.
Kirjan Waage nasceu na Noruega. É formado pela University of Bologna e pela École Internationale de Théâtre Jacques Lecoq. Foi em Paris que começou a criar animais de peluche, expandindo mais tarde essa prática para o universo das marionetas, que se tornaram parte integrante da identidade da Wakka Wakka. Além de conceber todas as marionetas, Kirjan coescreveu, coencenou e interpretou todas as produções da companhia. Desenhou e construiu marionetas para instituições como a Royal Swedish Opera em Estocolmo, The Arctic Philharmonic, Riksteatret, Oslo Nye Theatre e a Oslo Philharmonic Orchestra. Kirjan é também um cartoonista com obra publicada.
FICHA ARTÍSTICA
Escrito por: Gwendolyn Warnock, Kirjan Waage, assistidos pelo grupo Encenação: Gwendolyn Warnock, Kirjan Waage Conceção e construção de marionetas: Kirjan Waage Música original e desenho de som: Thor Gunnar Thorvaldson Vídeo: Erato Tzavara Desenho de luz: Daphne Agosin Conceção de projeção para digressão: Pelham Johnston, OBLSK interactive Conceção de luz para digressão: Scott Monnin Cenografia e figurinos: Gwendolyn Warnock, Kirjan Waage Marionetistas: Lei Lei Bavoil, Alexandra Bråss, Hanna Magrete Muir, Sigurd Rosenberg, Peter Russo, Anna Soland, Kirjan Waage, Mairead Kohler, Olivia Zerphy, Thea Lekang Adereços e construção adicional de marionetas: Lei-Lei Bavoil, Alexandra Bråss, Frida Vige Helle, Dorothy James, Andy Manjuck, Hanna Magrete Muir, Jack Markussen, Sigurd Rosenberg, Peter Russo, Marie Skogvang Stork, Anna Soland, Gwendolyn Warnock Produção: Gwendolyn Warnock, Thomas Gustafson, Kirjan Waage Desenho de luz associado: Gillian Hanemayer Adereços adicionais, pintura e costura: Rosalie Arends, Cornelia Waage, Hallie Perlman Fotografias: David Zadig, Erato Tzavara, Richard Termine, Adam Kissick, David Zelig Coprodução: Nordland Visual Theatre, Nord Universitet, Chicago International Puppet Theater Festival Apoios: Arts Council Norway, The Jim Henson Foundation, Norwegian Ministry of Foreign Affairs, FFUK, Sea-Cargo AS