Stereoptik (França)
DARK CIRCUS
SÃO LUIZ TEATRO MUNICIPAL - Sala Luis Miguel Cintra
23 de maio às 20h (sáb) | 24 de maio às 17h30 (dom)
Estreia Nacional
⇨ COMPRAR BILHETES Bilhetes: 12€ a 15€ (com descontos) Abrangido pelo Passe Cultura - disponível apenas na bilheteira do Teatro +info
Técnica: Objetos, desenho ao vivo, vídeo, música Idioma: Português Público-alvo: +8 (A classificar pela CCE) Duração: 55 min.
Sejam bem-vindos a um circo a preto e branco!
“Senhoras e senhores, o espetáculo vai começar! Venham, venham ser infelizes!” é o convite e o lema de Dark Circus, onde um singular mestre de cerimónias convida os habitantes de uma cidade sombria para assistirem a um circo estranho, escuro e infeliz, onde acontecem catástrofes sucessivas nos seus números: os trapezistas caem, o domador é devorado pela sua fera indomável, e o homem-canhão desaparece no espaço para sempre... mas não se assustem, tudo vai mudar quando surge um malabarista desajeitado que insufla de novo cor e vida na tenda do circo...
Dark Circus é uma criação de antologia da companhia Stereoptik, que maravilhou o público no FIMFA Lx25 com Antichambre, estreada com grande sucesso no Festival de Avignon de 2015. Na origem desta evocação da génese do circo, está Pef, conhecido autor de banda desenhada e criador do Prince de Motordu. O seu encontro com os Stereoptik originou um filme de animação em direto, onde o cenário ganha vida diante dos nossos olhos, com música ao vivo, marionetas, objetos animados, desenhos a tinta ou a areia.
Um espetáculo desconcertante, na fronteira entre as artes visuais, marionetas e vídeo, para ver em família. Uma história magistralmente encenada por dois verdadeiros "alquimistas" que conseguem criar um universo visual e sonoro singular, mas especialmente propício a nos maravilhar.
"(...) Se o circo é sombrio, o tom não o é. Pelo contrário, tudo é contado com muito humor e poesia, pela ação combinada de música e de imagens. Um humor paradoxal à luz do lema: Venham, venham ser infelizes.
Os desenhos a tinta negra, mais ou menos diluída, parecem fotografias, pelo jogo de luz e contraste. As várias técnicas utilizadas em palco criam imagens de extraordinária beleza e inventividade. Neste caso, a magia visual do teatro revive o espanto infantil do circo. Perante os nossos olhos uma paisagem urbana com edifícios e ruas transforma-se numa tenda cheia de uma multidão de curiosos. A luz, a partir de cima, faz com que um conjunto de percussão se transforme numa pista para receber as estrelas, o braço de uma guitarra torna-se num severo domador de feras. Alguns movimentos de uma borracha e um cavalo selvagem é libertado da pista, espalhando a poesia." - Maïa Bouteillet
"Milagroso! Maravilhoso! Encantador! Mágico! Fascinante! (...). Pequenos e grandes não tinham palavras suficientemente fortes para expressar a sua felicidade (...).
O espetáculo é uma jóia (...).
Se tivéssemos que descrever a sua arte poderíamos dizer que fazem cinema sem película. Fazem filmes de animação em direto, que são projetados num grande ecrã (...).
É preciso muita imaginação e astúcia para durante uma hora, sem uma pausa, dar sentimento a esta animação, com metamorfoses de formas, objetos, fluidez na ligação das imagens que são magicamente desenhadas à medida que a ação se desenvolve (...).
O espetáculo consiste nestas imagens em constante transformação, mas também no trabalho dos dois artistas. O ilustrador, o homem-orquestra e os seus gestos que revelam formas estranhas no ecrã. Tudo é belo e inteligente. Não dizemos mais. Mas vão ficar surpreendidos!" - Armelle Heliot, Le Figaro
"Três acordes de guitarra elétrica e começa a formar-se um desenho no ecrã, no fundo do palco. Alguns traços, pontos, e aparece uma pequena tenda, no meio de uma cidade (...). Assim começa Dark Circus, de Stereoptik (...). É divertido, é claro, este elogio ao fracasso, que não tem as mesmas consequências de um circo 'verdadeiro’. Mas não só. Experimentamos um prazer totalmente infantil ao ver os dois homens criarem o seu pequeno universo em direto, e em observar o diálogo entre as manipulações que realizam e o resultado, gravado ao vivo por pequenas câmaras e projetado no ecrã (...).
Um universo que tem a beleza do preto e branco (...), no qual a cor explode de repente e invade a tela (...)." - Fabienne Darge, Le Monde
"Uma pequena jóia (...) É extremamente poético e contemporâneo ao mesmo tempo." - Amelie Blaustein Niddam, Toute la Culture
"(...) No cruzamento do cinema mudo e do teatro de objetos, Dark Circus maravilha-nos (...).
Os objetos inanimados têm uma alma?, perguntou-se Lamartine. Sob os dedos de Romain Bermond e Jean-Baptiste Mallet da companhia Stereoptik, sem dúvida que os objetos colocados no palco, guitarra, carvão ou as personagens de cartão, têm uma vida agitada e emocionante! O teatro da companhia Stereoptik não se parece com nenhum outro. A sua arte está, de facto, no cruzamento do teatro de sombras, do cinema mudo e da música. Artistas plásticos e músicos, os dois cúmplices montam, diante dos nossos olhos um filme feito à mão, com os meios mais simples e muita criatividade. Realizam à vista, com recursos tradicionais, carvão, giz, areia, manivelas, um filme de animação projetado no grande ecrã, para além de interpretarem a música do espetáculo. (...) Como nos contos de fadas, este Dark Circus é duro e cruel até à reviravolta final. Não se preocupem, tudo está bem quando acaba bem." - Marie-Ève Barbier, La Provence.com
"Stereoptik coloca as suas técnicas astutas e engenhosas ao serviço da poesia, e somos surpreendidos pela sua destreza." - Ouest France
BIO
O grupo Stereoptick formou-se em 2008, quando criou o primeiro espetáculo com o mesmo nome. É composto por Romain Bermond e Jean-Baptiste Maillet, artistas plásticos e músicos. Cada um dos seus espetáculos é construído ao vivo, à vista do público, a partir de uma partitura que constroem e escrevem em conjunto. O teatro de sombras, de objetos e de marionetas, o cinema mudo, os concertos eletrónicos ou não, os contos de fadas e os desenhos animados, são alguns dos muitos campos e géneros que os Stereoptik gostam de experimentar e esbater as fronteiras artísticas. No centro das múltiplas formas de arte que se apresentam em palco está um princípio: mostrar o processo técnico que leva ao aparecimento de personagens, pinturas e uma história. O público é livre de se deixar levar pelas imagens e histórias projetadas no ecrã, ou de ver em pormenor como o desenho se move no ecrã, como a tinta dá origem a uma silhueta sobre um fundo transparente e que instrumento é utilizado para lhe dar vida. Visuais, musicais e sem texto, as criações dos Stereoptik despertam a curiosidade e o espanto de públicos de todas as idades.
FICHA ARTÍSTICA
Conceção, interpretação: Romain Bermond, Jean-Baptiste Maillet A partir de uma história original de: Pef Olhar exterior: Frédéric Maurin Fotografias: JM Besenval, Christophe Raynaud de Lage Coprodução: L’Hectare - Scène Conventionnée de Vendôme, Théâtre Jean Arp - Scène Conventionnée de Clamart, Théâtre Le Passage - Scène Conventionnée de Fécamp, Théâtre Epidaure de Bouloire Apoios: Théâtre de l’Agora - Scène Nationale Evry Essonne, L’Echalier/Saint-Agil, Théâtre Paris Villette, MJC Mont-Mesly Madeleine Rebérioux/Créteil, Ministère de la Culture et de la Communication/ DRAC Centre-Val de Loire, Région Centre-Val de Loire