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Compagnie Tchaïka (Bélgica)

LOCO

 

TEATRO VARIEDADES

22 e 23 de maio às 21h (sex, sáb)

Estreia Nacional

 

 COMPRAR BILHETES     Bilhetes: 10€ a 15€ (com descontos) 

Técnica: Manipulação à vista Idioma: Francês, com legendagem em português Público-alvo: +12 (A classificar pela CCE) Duração: 60 min.

 

Loco inspira-se em “O Diário de um Louco” (1834), de Nikolai Gógol, um conto absurdo e surrealista sobre a fronteira incerta entre a loucura e a razão. Para dar vida a este universo, duas marionetistas interpretam e manipulam magistralmente Popríchin, num bailado surrealista que deixa o público sem palavras.

 

 

Mergulhamos no espírito atormentado de Popríchin, um modesto funcionário público, que vive o seu quotidiano entre a rotina de um emprego irrisório e os pequenos prazeres de um homem solitário. Através do seu diário íntimo, ele pormenoriza o seu trabalho, os seus sonhos, o seu amor impossível por Sofia, a filha do diretor, e o seu desejo de se tornar noutra pessoa, indo ao ponto de se proclamar Rei de Espanha, sob o título de Fernando VIII. Mas a realidade alcança a ficção e Popríchin acaba por ser levado para o manicómio por aqueles que acredita serem os seus súbditos.

 

Através da sua história, questionamos as nossas próprias solidões, desejos, frustrações e inquietações perante o que está estabelecido e é razoável. Loco oferece-nos um acesso direto e íntimo ao absurdo com que somos regularmente confrontados nas nossas vidas. Não se trata de um elogio à loucura como patologia, mas sim da necessidade de “baralhar as cartas”, de abandonar a lógica habitual para se poder sonhar com algo diferente. 

 

Uma viagem íntima pela mente de um homem que, ao perder o contacto com o real, questiona a nossa necessidade de reconhecimento, o medo do fracasso e o desejo de fugir de um mundo, por vezes, demasiado rígido.

 

Gógol retrata melhor do que ninguém a nossa busca pelas aparências, esse desejo desenfreado de existir e de desempenhar um papel na sociedade, mesmo que para isso tenhamos de fantasiar as nossas vidas. Parece até utilizar a sua personagem como uma marioneta para experimentar outros papéis e outros destinos, oferecendo o terreno perfeito para levar ao palco as inúmeras possibilidades que a marioneta e o teatro proporcionam.

 

Uma lição de manipulação absolutamente virtuosa!

 

Prémio Drac d’Or Julieta Agustí para “Melhor Espetáculo”, Fira de Titelles de Lleida, 2023; Nomeado para os Prémios Maeterlinck da Crítica (Bélgica), na categoria de “Realização Artística e Técnica”, 2022; Prémio para “Melhor Design Cénico” atribuído pelo Círculo de Críticos de Arte do Chile, 2022.

 

 

"Um espetáculo para dois intérpretes numa encenação sóbria e inteligente, uma escrita afiada que joga admiravelmente com as possibilidades simbólicas da marioneta, e uma interpretação-manipulação impressionante de mestria e de nuance. Uma jóia de precisão e de poesia." - Mathieu Dochtermann, Toute la Culture

 

"Ovação de pé. No sábado, no Festival Mondial de la Marionnette, a estreia de Loco (“louco” em espanhol) foi recebida como o seu título: em delírio!"

- Catherine Makereel, Le Soir

 

"Natacha Belova adapta Gógol com inteligência e habilidade (...). Comovente, sentado na sua cama, perdido na sua camisa larga, com aquela voz no limiar da fragilidade, Popríchin transborda de uma humanidade com que a artista belgo-russa tão bem sabe dotar as suas marionetas. Manipulado por duas atrizes (...), que jogam com os códigos e as ilusões, o homem leva-nos no fluir dos seus pensamentos, para uma fantasmagoria no limite da loucura (...).” - Laurence Bertels, La Libre Belgique

 

"Uma obra-prima de subtileza e sensibilidade (...). Um espetáculo magnífico, poético e cativante, a não perder sob pretexto algum." 

- Catherine Sokolowski Demandez le programme

 

"Incrivelmente belo, íntimo e cuidado até aos mais pequenos detalhes." - Bert Hertogs, Concertnews.be

 

"Encenação e cenografia belíssimas, tanto do ponto de vista visual como sonoro. Ficamos impressionados pela simplicidade do cenário ao estilo de Grotowski. Poesia, mímica, embriaguez, onirismo - estamos longe do cliché do teatro de marionetas do estilo Guignol. (...) Música, dança, canto, sons e luzes, figurinos: tantos ingredientes reunidos para fazer desta criação um espetáculo mais do que bem-sucedido (...). As duas extraordinárias intérpretes (...), formam uma dupla excecional, sendo simultaneamente os múltiplos corpos da marioneta P. e as vozes da consciência e do espírito torturado desta personagem quase real, de tal forma é comovente e terna."

- Julia Garlito, Le Bruit du Off Tribune

 

BIO

A Compagnie Tchaïka (anteriormente designada por Cie Belova-Iacobelli) nasceu do encontro entre Tita Iacobelli, atriz e encenadora chilena, e Natacha Belova, marionetista belgo-russa, em Santiago do Chile, em 2012, durante o Festival La Rebelión de los Muñecos. Em 2015, também em Santiago, criaram um laboratório de teatro experimental dedicado à marioneta contemporânea. No final desta experiência, decidiram criar o seu primeiro espetáculo em conjunto, Tchaïka, apresentado no FIMFA Lx21, aclamado pela crítica e com inúmeros prémios na América e na Europa. Loco é a segunda criação da companhia e Une Traversée é a última obra deste tríptico.

As suas criações mergulham em atmosferas surrealistas onde o sonho e a realidade se fundem, oferecendo ao público uma experiência de imersão e de introspeção.

Natacha Belova, historiadora de formação, nasceu na Rússia e reside na Bélgica desde 1995. Começou por se destacar como figurinista na Bélgica e no estrangeiro. Especializou-se, posteriormente, nas artes da marioneta. Desenvolveu inúmeros projetos ligados ao teatro, à dança, ao circo, ao cinema e à ópera, acumulando uma vasta experiência que que a levou a criar as suas próprias obras, inicialmente sob a forma de exposições e instalações. Em 2017, assinou a sua primeira encenação, Passeggeri da Cie La Barca dei Matti, no IF - Festival internazionale di Teatro di Immagine e Figura em Milão, Itália. 

Nos últimos anos, tem orientado formações em diversos países de três continentes. Em 2016 criou em Bruxelas o seu próprio centro de pesquisa e formação, o Tchaïka Asbl; e dirigiu um dos workshops do Projeto Funicular, programa de formação internacional desenvolvido pela Tarumba, no Teatro Nacional D. Maria II.

Tita Iacobelli iniciou o seu percurso artístico em 2001. Em 2003 recebeu o prémio de melhor atriz no Festival de Nuevos Directores. Trabalha desde 2005 na prestigiada Companhia Viajeinmóvil, de Jaime Lorca, exercendo funções de codiretora, atriz, marionetista e formadora em oficinas de marionetas. Ao longo da sua carreira, percorreu diversos palcos na América e na Europa com espetáculos como “Gulliver” (2006) e “Otelo” (2012). A sua estreita relação com a música levou-a a encenar vários espetáculos de teatro musical com a companhia para a infância e juventude Teatro de Ocasión, bem como concertos encenados com o grupo chileno de jazz-fusão Congreso e com a Orquestra Filarmónica do Chile, no Teatro Municipal de Santiago.

 

 

FICHA ARTÍSTICA

Livremente inspirado em “Diário de um Louco” de: Nikolai Gógol Encenação, dramaturgia: Tita Iacobelli, Natacha Belova Conceção da cenografia e marionetas: Natacha Belova Interpretação: Anne Romain, Marina Simonova Coreografia, olhar exterior: Nicole Mossoux Assistente de dramaturgia, olhar exterior: Raven Rüell Desenho de luz: Christian Halkin Marionetas: Loïc Nebreda Desenho de som: Simón González Figurinos: Jackye Fauconnier Cenografia, assistência de encenação: Camille Burckel de Tell Produção artística: Daniel Córdova Direção técnica: Bartira Pereira Operação de som: Simon Gonzalez Operação de luz: Elise Reculeau Assistência técnica: Marguerite Lazoukina Agradecimentos à contribuição artística: Sophie Warnant Fotografias: Pierre-Yves Jortay Produção: Company Tchaïka & Javier Chávez Coprodução: Théâtre National Wallonie Bruxelles, Théâtre de Poche Bruxelles, L’Atelier Théâtre Jean Vilar Louvain-la-Neuve, Maison de la Culture de Tournai, Festival Mondial des Théâtres de Marionnettes de Charleville-Mézières, Fondation Corpartes Santiago Chili, Le Théâtre de la Cité de Toulouse Apoio: Fedération Wallonie-Bruxelles

www.tchaika.art

 

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