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Compagnie Karyatides (Bélgica)

CRIME E CASTIGO

 

TEATRO DO BAIRRO

28, 29 e 30 de maio às 21h30 (qui, sex, sáb)

Estreia Nacional

Em Coprodução com o Teatro Nacional D. Maria II

 

⇨ COMPRAR BILHETES     Bilhetes: 6 a 12€ (com descontos)

Técnica: Teatro de objetos Idioma: Francês, com legendagem em Português Público-alvo: +12 (a classificar pela CCE) Duração: 75 min. 

 

Após Frankenstein e Os Miseráveis, também apresentados com o Teatro Nacional D. Maria II no âmbito do FIMFA, a companhia belga Karyatides traz a Lisboa mais um clássico da literatura com uma adaptação impressionante ao seu teatro de objetos: o imortal Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski.

 

 

O texto do autor russo, que desvenda a anatomia de um crime, desde a sua fantasia até à sua confissão, é aqui apresentado num ritmo intenso, entre ação e reflexão, pontuado por humor e canções, sem nunca perder a sua reconhecida profundidade.

 

No palco, dois intérpretes dão vida aos diferentes protagonistas, manipulando figuras de madeira, gesso, resina, bonecos de tecido e objetos variados. Os papéis e géneros invertem-se e misturam-se sem cessar, num cenário sóbrio, que é simultaneamente um tribunal e um confessionário. Diferentes pontos de vista sobre o crime justapõem-se, incitando uma reflexão sobre a liberdade, a responsabilidade, a culpabilidade e a justiça.

 

Habituada a adaptar grandes textos literários, a companhia Karyatides mergulha-nos nas angústias psicológicas de Raskólnikov, um jovem revoltado, esmagado pela miséria, em luta contra a injustiça, a pobreza e as poucas perspetivas que o mundo lhe oferece. Para provar a sua liberdade, comete o irreparável, em desprezo pela moral e pela lei: rouba e assassina uma velha usurária. Afinal, o mundo ficará melhor sem ela, e o produto do roubo poderá ser redistribuído… O terrível castigo que inflige a si próprio é imediato: atormentado pela barbárie do seu ato, oscila dia e noite entre o pesadelo e a loucura. Quem é ele realmente? Um pequeno pretensioso sem moral, um Robin Hood desajeitado, um canalha sedutor ou simplesmente um produto da sociedade? No tribunal, as opiniões divergem.

 

 

"Um ator e uma atriz partilham o palco, juntamente com inúmeras estatuetas e música, como terceiro ponto de um triângulo cuja forma terá de ser constantemente redefinida. Os homens são homens, os homens são mulheres, as mulheres são homens, as mulheres são mulheres, os papéis trocam-se, as vozes são partilhadas e os caminhos abrem-se, numa encenação em 5D, qual dança de pensamentos e carrossel infernal, a moral coloca-se ali, febril e frágil, agarrada por um fio, e dependerá do público enunciar o veredicto (...)." - Romain Sublon

 

"Podemos dizer que a aposta, que era de grande dimensão, foi mais do que bem-sucedida! Crime e Castigo pelas Karyatides é simplesmente brilhante (...). Diante de nós, toda uma miríade de personagens, em figuras compradas em feiras da ladra, que nos contam esta história, a de um homicídio e de uma sociedade ferida. É bonito, é muito bonito (...). É subtil, é inteligente, mostra-nos personagens que são simultaneamente boas e más, e faz-nos perceber que a humanidade se escreve em tons de cinzento...

E é também visualmente brilhante, com uma cenografia e luz que cria imagens absolutamente impactantes (...). As Karyatides alcançam um feito notável que eu nunca pensei ser possível num texto destes: fazem-nos rir. Porque o riso é subversivo, é delicioso e permite que um texto cerebral se ancore nos corpos.

E aqui, as Karyatides optaram por fazer passar o riso através da música (...). E diante de nós, numa música tão absurda, quanto louca, Cyril Briant e Marie Delhaye arrastam-nos, do riso às lágrimas - lágrimas de riso ou de tristeza, aliás. Era preciso uma certa dose de génio para abordar o teatro musical, e aqui, é grande arte! (...). É bonito, é poderoso. É uma criação a não perder! Vai encantar tanto os adultos como os mais jovens. Corram!" - Sarah ThéryKiosk

 

"Nada é impossível com as Karyatides! Quem já adaptou para o palco Os MiseráveisMadame Bovary ou mesmo Frankenstein em teatro de objetos, pode enfrentar outro monumento da literatura: Crime e Castigo, de Dostoiévski. E é, mais uma vez, um sucesso estrondoso (...). Passando de uma personagem para a outra, Marie Delhaye e Cyril Briant conduzem o espetáculo de forma magistral (...).

Ao mesmo tempo que animam os diferentes protagonistas, encarnam os diferentes papéis, servindo-se da voz, claro, mas também, muitas vezes, do gesto. Atrás do bar, com ares de karaoke, lançam-se a pequenos momentos cantados, ao estilo de canções de variedades lacrimosas. Mudando de voz, de tom e de semblante num piscar de olhos, são simultaneamente a alma e os parceiros das figuras, estatuetas e outros bonecos que os rodeiam. Um feito notável e formidável que permite que este Crime e Castigo nos fascine, nos questione e nos surpreenda do princípio ao fim." - Jean-Marie Wynants, Le Soir

 

BIO

A companhia belga Karyatides foi criada em 2009 e está sediada em Bruxelas. No centro do seu trabalho está a adaptação de obras clássicas ao teatro de objetos.

Fundada por Karine Birgé e Marie Delhaye, formadas pelo Conservatoire d'Art de Liège, a companhia tem apresentado o seu trabalho nos mais importantes festivais de teatro. Entre os seus maiores êxitos contam-se Madame BovaryCarmen ou Frankenstein e Os Miseráveis, apresentados no FIMFA em 2022 e em 2024, em coprodução com o Teatro Nacional D. Maria II. Ao serviço destas histórias desenvolvem um teatro de “figuras”, que mistura marionetas, teatro de objetos, sombras, teatros de papel, artes visuais e música. Exploram estas linguagens, cada uma com as suas especificidades, e passando de uma para a outra. Utilizam objetos manufaturados, por vezes cheios de referências, e brincam com o lugar-comum, o clichê, provocando um deslocamento do qual esperam fazer brotar a poesia e, por vezes, o humor. Estes objetos, futuros heróis das suas histórias ou os conjuntos das suas aventuras, vêm de feiras da ladra, Petits Riens ou da Emmaus. Foram recolhidos ou negociados conforme as pesquisas e digressões da companhia. São quase bio, orgânicos, éticos e completamente reciclados.

 

 

FICHA ARTÍSTICA

Inspirado no romance de: Fiódor Dostoiévski Encenação: Karine Birgé Interpretação: Cyril Briant, Marie Delhaye Dramaturgia: Robin Birgé Desenho de som: Guillaume Istace Criação musical: Gil Mortio Cenografia e figurinos: Claire Farah Desenho de luz: Dimitri Joukovsky Direção técnica: Karl Descarreaux Construção: Olivier Waterkeyn Marionetas: Joachim Jannin Intervenções técnicas: Claire Farah, Eugénie Obolensky, Karl Descarreaux, Dimitri Joukovsky Ilustrações e grafismo: Antoine Blanquart Fotografias: Marie-Françoise Plissart Administração e produção: Marion Couturier Difusão: Vincent Geens Coprodução: Théâtre de Liège, Varia - Théâtre & Studio, Escher Theater (LU), Centre Culturel de Dinant, Théâtre de Namur, La Maison de la Cculture de Tournai, La Coop asbl Apoios: Ministère de la Fédération Wallonie Bruxelles - Service du Théâtre, La Roseraie - Bruxelles, Pierre de Lune - Centre Scénique Jeunes Publics de Bruxelles, Théâtre Les Tanneurs, Théâtre La Montagne Magique, Shelterprod, Taxshelter.be, ING, Tax-Shelter du Gouvernement Fédéral Belge Apoio à deslocação: Wallonie-Bruxelles International (WBI)

www.karyatides.net

 

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