PRÓXIMA

Yngvild Aspeli - Plexus Polaire (França-Noruega)

MOBY DICK

Inspirado no romance de Herman Melville

 

TEATRO NACIONAL D. MARIA II - Sala Garrett

4 e 5 de maio às 19h (ter, qua)

Espetáculo de Abertura do FIMFA Lx21 - Estreia Nacional

 

⇨ BILHETEIRA ONLINE     Bilhetes: 9€ a 16€ (com descontos) +info

Técnica: Teatro visual, marionetas, música e vídeo Idioma: Inglês e francês, com legendagem em português 

Público-alvo: +12 (A classificar pela CCE) Duração: 90 min.

 

A 21.ª edição do FIMFA abre no Teatro Nacional D. Maria II com Moby Dick ! Absolutamente a não perder o novo espetáculo de Yngvild Aspeli, que encena este gigante da literatura com sete atores-manipuladores, cinquenta marionetas, projeções de vídeo, uma orquestra submersa e uma baleia-marioneta em tamanho real. A reputada companhia Plexus Polaire volta ao FIMFA para nos fazer embarcar numa viagem de mistério e de assombro.

Uma investigação sobre os inexplicáveis mistérios da vida.

 

Moby Dick invoca o mito da baleia branca para sondar os mistérios da alma humana diante da vastidão do oceano.

 

Após o sucesso mundial de Chambre Noire, a encenadora e marionetista Yngvild Aspeli regressa ao FIMFA com a sua nova criação. A história de uma expedição de caça à baleia, mas também de uma busca obsessiva, que levou a tripulação ao seu destino trágico. Um romance iniciático, em que, face à imensidão do mar, se revela uma investigação sobre os inexplicáveis mistérios da vida e um mergulho vertiginoso ao interior da alma humana. Em torno deste conto quase mitológico, a artista norueguesa convoca em palco os homens e as mulheres que desapareceram no mar para nos fazer ouvir as suas histórias.

 

Herman Melville publicou Moby Dick em 1851, a história de uma caça desesperada e sem sentido a uma baleia branca por um homem, o capitão Ahab, que acabou por levar toda a tripulação do Pequod à perdição. Se as sucessivas gerações de leitores ávidos de aventura foram todas cativadas por esta obra-prima, é porque a sua história de iniciação está impregnada de uma natureza mística e os mares vêm sempre à mente. 

 

Diante desse espaço mitológico que une o homem à fera, a fera à natureza e o homem ao insondável, Yngvild imaginou jogos de escala e usa dezenas de marionetas para ecoar o poder dos oceanos. Uma baleia branca esquiva, personagens gigantescos e vídeo para nos confundir e espantar: é todo um universo poético que se desenrola perante nós, no palco. Rodeada pela sua companhia Plexus Polaire, à qual gosta de chamar de “Babel flutuante”, Yngvild questiona o destino e oferece uma viagem obscura e misteriosa a todas as almas humanas.

 

“O meu avô era marinheiro. Ele tinha uma mulher nua tatuada no braço e lembro-me do seu cheiro a peixe e sal, a alcatrão e tabaco. O meu avô veio de uma ilha na costa oeste da Noruega, um pequeno porto cheio de navios e línguas estrangeiras, pescadores, marinheiros e crianças à espera de pais que nunca voltaram do mar. Uma paisagem de vento e de mulheres de pé a observar o horizonte, rezando para o oceano trazer os seus homens para casa. Rostos desgastados e salgados, mãos calejadas e igrejas com barcos pendurados no teto, na esperança de proteção. Um cemitério tão árido e rochoso que, para poderem enterrar os mortos, tiveram de o encher com a terra que servia de lastro aos navios que vinham comprar o peixe seco e salgado. Os meus antepassados estão, portanto, enterrados com terra vinda de Portugal.
Gosto de como o mar desenha as linhas invisíveis entre os diferentes cantos do mundo e cria pontos de ligação (...). Ficamos fascinados com a sua beleza deslumbrante e assustados com a sua violência impiedosa. Perante esta força da natureza, somos todos iguais, infinitamente pequenos. E ninguém conseguiu captar esta batalha entre o homem e a natureza, como Hermann Melville, em Moby Dick (...). Para citar Melville: É a imagem do inalcançável fantasma da vida; e é esta a chave de tudo.”
-Yngvild Aspeli

“Tão bem conseguido, tão belo e visual, tão profundo e tão completo que tenho dificuldades em encontrar palavras (...). Yngvild Aspeli e a companhia de teatro de marionetas Plexus Polaire criaram uma obra de arte multimédia, a partir de uma performance teatral, diferente de qualquer outra coisa que já tenha visto em mais de 40 anos. Luz, projeções de vídeo, música, canções, cenografia espetacular e complexa, cerca de cinquenta figuras realistas, uma performance particularmente hábil e marionetas misturadas numa experiência teatral sofisticada, visual, forte e incrivelmente bela.”
-Amund Grimstad, Klassekampen

 

“Munida com um conjunto de marionetas tão fascinantes quanto assombrosas, a jovem encenadora compõe um poético livro de imagens que dá graças ao sombrio simbolismo de Herman Melville (...). Porque são elas [as marionetas] que reivindicam a parte principal, plástica e dramatúrgica. Sozinhas, ou em grupo, na forma de capitão, marinheiro, cachalote, tubarão ou peixe brilhante, são impressionantes na sua conceção e manipuladas com um virtuosismo e fluidez notável (...)."
-Vincent Bouquet, Sceneweb

 

"A vencedora do ‘Groupe des 20 théâtres en Île-de-France’ assina de forma brilhante um espetáculo meticuloso. Um grande espetáculo num universo fascinante (...). Os atores, por vezes três, para controlar apenas uma das personagens, como o capitão, por exemplo, conseguem criar uma ilusão perfeita. Da mesma forma, quando se trata do fundo do mar com peixes de todos os tamanhos e até o enorme cachalote branco. As projeções juntam-se ao conjunto e uma partitura musical igualmente notável é tocada ao vivo (...).”
-Gérald Rossi, L'Humanité

 

"Executado de forma impressionante e tão visualmente ambicioso, que é de perder o fôlego quando percebemos o que estamos a testemunhar (...).”
-Mode Steinkjer, Dagsavisen

 

BIO

Yngvild Aspeli nasceu na Noruega e vive em França, desde 2003. Desenvolve um universo visual que junta suavidade e crueldade. Através de imagens e palavras, sons e gestos, imaginação e matéria, dá vida aos sentimentos mais ocultos e coloca no centro da sua investigação artística a relação entre o ator-manipulador e a marioneta.
Formou-se na École Internationale de Théâtre Jacques Lecoq em Paris, e na École Supérieure Nationale des Arts de la Marionnette de Charleville-Mézières (ESNAM). Fundou a companhia Plexus Polaire em 2008, a qual agrupa uma forte equipa com vários anos de colaboração, e com novas pessoas que se juntam à companhia, consoante as criações. Criou cinco espetáculos no seio da Plexus Polaire: Signaux (2011), Opéra Opaque (2013), Cendres (2014), Chambre Noire (2017) e Moby Dick (2020). Chambre Noire foi um dos grandes sucessos do FIMFA Lx19, bem como Cendres, apresentado no FIMFA Lx17 e que tem estado em digressão pelo mundo inteiro; Opéra Opaque esteve presente no FIMFA Lx13.
Yngvild trabalha como atriz e marionetista, e também constrói máscaras e marionetas para diferentes companhias em França, Noruega e Inglaterra.
Desde setembro de 2016 é artista associada de Le Théâtre, Scène Conventionnée d’Auxerre. No início de 2017, torna-se artista cúmplice do EPCC Bords 2 Scènes de Vitry-le-François. A partir de 2018, é artista associada de Le Mouffetard - Théâtre des Arts de la Marionnette em Paris.
Anteriormente, de 2012 a 2015, foi artista associada da Compagnie Philippe Genty e da MCNN, Maison de la Culture de Nevers et de la Nièvre. Yngvild decidiu sediar a sua companhia em Nevers, e depois em Auxerre, escolhendo desenvolver as artes da marioneta em ligação com o território Bourgogne-Franche-Comté, enquanto continua permanentemente em digressões internacionais.

 

 

 

FICHA ARTÍSTICA

Encenação: Yngvild Aspeli Intérpretes e marionetistas: Sarah Lascar, Daniel Collados, Alice Chéné, Viktor Lukawski, Maja Kunsic, Andreu Martinez Costa Com a participação especial de: José Neves (ator do núcleo residente do TNDMII) Música: Guro Skumsnes Moe, Ane Marthe Sørlien Holen, Havard Skaset Marionetas: Polina Borisova, Yngvild Aspeli, Manon Leblanc, Sebastien Puech, Elise Nicod Dramaturgia: Pauline Thimonnier Cenografia: Elisabeth Holager Lund Figurinos: Benjamin Moreau Desenho de luz: Xavier Lescat, Vincent Loubière Som: Raphael Barani Vídeo: David Lejard-Ruffet Assistente de encenação: Pierre Tual Produção executiva: Claire Costa Administração Plexus Polaire: Anne-Laure Doucet, Gaedig Bonabesse Fotografias: Christophe Raynaud de Lage Coprodução: Nordland Teater, Mo I Rana; Figurteatret i Nordland (Nordland Visual Theatre), Stamsund; Groupe des 20 Théâtres en Ile-de-France; Lutkovno gledališče Ljubljana / Ljubljana Puppet Theatre; Comédie de Caen CDN; EPCC Bords 2 scènes, Vitry-le-François; TJP CDN Strasbourg - Grand Est; Festival Mondial des Théâtres de Marionnettes de Charleville-Mézières; Le Manège, scène nationale - Reims; Le Théâtre - Scène conventionnée d’Auxerre; Le Mouffetard - Théâtre des Arts de la Marionnette, Paris; Les 2 Scènes, Scène Nationale de Besançon; MA scène nationale - Pays de Montbéliard; Le Sablier, Centre national de la marionnette - Ifs/Dives-sur-Mer; Le Théâtre Jean Arp, scène conventionnée de Clamart; La Maison/Nevers scène conventionnée Art en territoire, Nevers; Théâtre Romain Rolland, scène conventionnée d’intérêt national de Villejuif; Le Bateau Feu, Scène nationale de Dunkerque; com o apoio para a diversidade multilingue de Theatre de Choisy-le- Roi/Scène Conventionnée d’Intérêt national art et création pour la diversité linguistique, em cooperação com PANTHEA, Teater Innlandet, Hamar; POC, Alfortville Apoios: Kulturrådet / Arts Council Norway; DGCA Ministère de la Culture; DRAC et Région Bourgogne Franche Comté; Fond for lyd og bilde; Conseil Général du Val de Marne; Département de l’Yonne; Danse -og teatersentrum

x