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Les Antliaclastes (França)

AMBREGRIS

 

TEATRO DO BAIRRO

21, 22 e 23 de maio às 19h (sex, sáb, dom)

Estreia Nacional

 

⇨ BILHETEIRA ONLINE     Bilhetes: 6€ a 10€ (com descontos)  +info

Técnica: Marionetas de fios, de vara e de luva Idioma: Algumas palavras em francês Público-alvo: +10 (A classificar pela CCE) 

Duração: 60 min.

 

Uma opereta de alquimia para marionetas.

 

Qual o ponto comum entre Pinóquio, o capitão Ahab de Moby Dick, o profeta Jonas e o âmbar-cinzento? Ambregris mergulha-nos no mito do ventre da baleia, através da história da transformação do âmbar-cinzento, cujo valor iguala o do ouro. Mecanismos de uma engenhosidade louca e fabulosa, levam-nos numa incrível odisseia com marionetas de fios, de vara, de luva e sombras, num órgão de odores sintetizados ao vivo, com os cheiros dos mitos populares. Único e singular!

Adepto de cenografias com mecanismos inventivos, o americano Patrick Sims criou um órgão de perfumista para a sua nova criação. No interior deste laboratório gigante, semelhante a um esqueleto de baleia, está um charlatão que procura obsessivamente o bloco perfeito de âmbar-cinzento. Aquele que lhe permitirá completar a sua obra-prima olfativa. A história da criação desta preciosa fragrância produzida pelo sistema digestivo dos cachalotes, embora possua, em si, um cheiro indescritível, está no centro desta opereta de alquimia para marionetas. 

 

A sua faculdade mágica de unir harmoniosamente fragrâncias diferentes serve como metáfora para um conto iniciático, através do encontro de grandes figuras da literatura, que têm em comum terem sido engolidas por uma baleia. A marioneta Pinóquio lança-se no seu interior em busca do seu criador para emergir mudado para sempre. O profeta Jonas, engolido por desobedecer a Deus, não sai até recuperar a sua fé. Quanto ao capitão Ahab de Melville, a sua obsessão pela mítica Moby Dick vai levá-lo à derrota nas profundezas do oceano. O processo de purificação psicológica destas três figuras solitárias, a marioneta, o profeta e o caçador de baleias, que vagueiam implacavelmente no meio das ondas, acompanha o da misteriosa formação do âmbar-cinzento.

 

Patrick Sims utiliza técnicas ligadas aos autómatos, à taxidermia ou à escultura para criar as suas marionetas únicas, construídas a partir de ossos de animais, madeira, ferro ou tecido. Esta mistura única de técnicas e de marionetas, o seu universo sonoro, para além de belas e inquietantes imagens, têm deslumbrado o público por toda a Europa.

“Alquimia do conto e das coisas

Patrick Sims parte da história do Pinóquio para compor uma fantasia bela e exuberante. Uma encruzilhada de contos e de mitos, compostos a partir de várias técnicas, e reunidos numa ‘opereta de alquimia para marionetas’ (...).
E muitas outras curiosidades heterogéneas, mas construídas com engenhosidade, com uma poesia singular que une o mundo complexo e louco de Patrick Sims. A sua ousadia, cuja mutação perpétua faz de cada um dos seus espetáculos uma extensão do anterior e de todos os demais. Entre conto, mito e objeto, Patrick Sims evolui como um lobo do mar apaixonado pelas tempestades. Assume constantemente riscos e embarca sempre em novos e emocionantes périplos.”
-Anaïs Heluin, Sceneweb.fr

 

BIO

A companhia Les Antliaclastes está sediada em Maillet, França. É dirigida por Patrick Sims, caracterizando-se pela sua mistura única de técnicas e estilos de marionetas, máscaras, máquinas e bandas sonoras em vários projetos de cinema, teatro, instalação e música, reunindo artistas e técnicos dos Estados Unidos da América, Alemanha, Inglaterra, Irlanda e França.
Patrick Sims nasceu em 1975 em Vermont, EUA. Trabalha na área do teatro de marionetas desde 1994. Esta paixão nasceu durante os seus estudos de cinema e animação no Middlebury College, EUA. Em seguida, trabalhou com os Bread and Puppet Theatre, estudou teatro de sombras em Java e começou o seu doutoramento no Trinity College Dublin, com a tese: “A Patafísica da marioneta, Alfred Jarry e o intérprete inumano”.
Durante 5 anos foi diretor artístico, autor, construtor de marionetas e marionetista dos Buchinger’s Boot Marionnettes, que se apresentaram no FIMFA Lx8. Criou a companhia Les Antliaclastes com Joséphine Biereye em 2010, e concebe Hilum, espetáculo que continua em digressão (Inglaterra, França, Suíça, Alemanha, entre outros).
Em 2011, ganhou o prix de la dramaturgie plurielle atribuído pelo Centre National du Théâtre, pelo seu projeto Le Vieux de la Montagne, o qual deu os primeiros passos durante duas residências em La Chartreuse de Villeneuve lez Avignon, Centre National des Écritures du Spectacle.
Criou Acting Bug em 2013 no Théâtre de Vidy Lausanne. Em 2015 esteve em residência em La Chartreuse de Villeneuve lez Avignon e volta a ser laureado pelo CNT, para a criação Here lies Shakespeare… que foi apresentada no Festival Internacional de Neuchâtel, no Giboulées de la Marionnette - TJP Strasbourg e no Théâtre National de Nice, entre outros espaços.
No FIMFA Lx18 maravilhou o público com o seu imaginário singular no espetáculo La Valse des Hommelettes, apresentado no Teatro Nacional D. Maria II.

 

 

FICHA ARTÍSTICA
Conceção, encenação, marionetas: Patrick Sims Marionetas, máscaras, adereços: Josephine Biereye Figurinos: Camille Lamy Cenografia, adereços, máquinas e mecanismos: Richard Penny, Nicolas Hubert Música e desenho de som: Karine Dumont Vídeo: Mickaël Titrent Desenho de luz: Jean Grison, Sophie Barraud Intérpretes: Karine Dumont, Patrick Sims, Nicolas Hubert, Richard Penny Fotografias: Mickael Titrent, Jeff Lefranc Coprodução: TJP CDN Strasbourg Grand Est, Mini Théâtre de Payerne Suisse, Festival Mondial des Théâtres de Marionnettes de Charleville-Mézières Companhia convencionada pela: DRAC Auvergne-Rhône-Alpes, Région Auvergne-Rhône-Alpes, Conseil Départemental de l’Allier

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